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quarta-feira, 7 de março de 2018

Será que dá pra negar as emoções?


"Ser uma pessoa positiva se tornou uma nova forma de correção moral. Em uma pesquisa que eu recentemente conduzi com mais de 70 mil pessoas, eu descobri que um terço de nós - um terço - nos julga por ter o que chama "emoções ruins" (como tristeza, raiva, e até mesmo pesar) ou ativamente tenta empurrar esses sentimentos para outro lugar. 
A gente não faz isso só com nós mesmos, mas também com pessoas que amamos, como com nossos filhos - nós inadvertidamente os envergonhamos e falhamos em ajudá-los a vê-los essas emoções como inerentemente valiosas. As emoções normais não são vistas como boas ou ruins. 

Mas nós negamos as emoções normais para abraçar a falsa positividade, e perdemos a nossa capacidade de desenvolver habilidades de lidar com o mundo como ele é, e não como a gente gostaria que ele fosse. Eu já recebi centenas de pessoas me dizendo o que elas não gostariam de sentir. Elas dizem coisas como, 'eu não quero tentar, porque não quero me desapontar', ou 'eu só quero que este sentimento vá embora'. 

'Eu entendo', eu digo a elas, 'mas você tem desejos de uma pessoa morta'. Só uma pessoa morta nunca é requerida por seus sentimentos inconvenientes. Só as pessoas mortas nunca se sentem estressadas, nunca têm seus corações partidos, nunca experienciam o desapontamento que vem com o fracasso. Emoções difíceis são parte do nosso contrato com a vida. 

Você não consegue ter uma carreira de sentido, ou construir uma família ou deixar o mundo um lugar melhor sem estresse e desconforto. Desconforto é o preço de admissão para uma vida com sentido."

(tradução livre de um trecho do TED talk da Susan David, "The gift and power of emotional courage") tirei daqui


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Como você trata os outros?


"Você é uma pessoa que quer ser respeitada. Bem tratada. Não quer que mintam pra você, não quer que julguem você pela sua aparência nem que riam de você pelas costas. Não quer que exponham suas intimidades por aí. Quer que sejam empáticos, compreensivos e honestos, que sejam parceiros.

Mas como você trata os outros? 

Você não julga pela aparência? Não tem expectativas difíceis de serem alcançadas e ri pelas costas dos que não alcançam? Você é compreensiva com quem não tem um bom desempenho ou não se encaixa no padrão que você deseja? Você valoriza quem te trata bem e te respeita, independente das limitações que possa ter? Você preserva as intimidades deles? 
Você seria alguém em quem você confiaria? Que você admiraria? Alguém que te faria sentir confortável? 

Não use suas feridas e as experiências ruins que já teve para justificar atitudes desrespeitosas. As relações humanas não devem entrar em um círculo vicioso em que você se vinga de ter sofrido fazendo outra pessoa, que não tem nada a ver com isso, sofrer. 

Vigie-se. Comece por você. Comece por ser uma pessoa ética nas suas relações. Comece por ser aquilo que você gostaria de encontrar no outro. Assim você vai ver que não é fácil. Vai ter que aprender a se perdoar e a perdoar os outros. A se respeitar e a respeitar os outros.
O preço que pagamos como sociedade pelo "fo**-**" que decidimos dar diariamente, usando como argumento que "todos são assim mesmo", é muito mais alto do que podemos imaginar."

Cecília Dassi



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Dissolução das amarras


"Me perdoem se parece egoísmo mas declaro a dissolução das amarras que me prendem, me sufocam, me enfraquecem, me confundem. 

Me liberto da necessidade de curar o outro, de carregar em minhas costas uma humanidade doente, uma ancestralidade que insiste em não aprender com a dor e àqueles que se vitimizam a só receberem sem se doar. 

Esta carga não é mais minha, eu a devolvo. Dissolvo os pesos, a culpa, os contratos de fidelidade, os nós. Me despeço dos abusos, dos excessos, do cansaço, dos intermináveis deveres àquele que poderia fazê-lo a si próprio. Vamos, levanta como me levantei... minhas cicatrizes, lágrimas, suor e amor são o que posso compartilhar- ser resultado do que fui, simplesmente.

Me mantenho em serviço, porém me liberto. Em humildade, honra e respeito... posso enfim respirar em paz, voando mais leve, além de mim mesma."

Tirado do Instagram de @danzamedicina 






terça-feira, 15 de agosto de 2017

A mudança vem de dentro


"A mudança é algo que começa de dentro para fora e reveste-se de uma consciência profunda sobre a necessidade de procuramos formas de equilíbrio e de bem-estar pessoal. A nossa forma de pensar, de ver as coisas, de as sentir, altera completamente a forma como captamos o mundo exterior. Nesta alteração, desenvolve-se parte dos nossos relacionamentos com o Outro e infelizmente, neste jogo, quase ninguém conhece as regras. É necessário vermo-nos por dentro, para disfrutarmos do que esta cá fora. Para, no final das contas, conseguirmos ter relações com tudo o que nos rodeia, já que é disso que se trata. 

Deixamos de disfrutar da leitura de um livro, para estarmos a competir num mundo onde a energia masculina impera, deixamos de cuidar de nós, para estarmos alerta num espaço onde o afeto pode ser o elo mais fraco, deixamos de conversar, para apenas falar, deixamos sobretudo de ouvir, para escutarmos. A polaridade que inverte a sensibilidade para o que de mais rude absorvemos, dá-nos a falsa segurança de que nos protegemos de investidas desleais, de movimentos em falso, de valores de juízos. Deixamos de exercitar as emoções, para preferir o desapego. Com o tempo, percebemos que estamos doentes, não física, mas emocionalmente. Concluímos, tarde demais, que desperdiçamos tempo e energia vital com uma forma de vida menor: menor na intensidade, menor na sua expressão, menor na sua condição, menor na sua longevidade. 

Estar atento, colocar-se no lugar do outro, ver o mundo lá fora como reflexo do nosso universo interior, dar valor às nossas emoções, respeitar a dos outros, distribuir afetos e saber receber, mostrar gratidão, não ter pressa, saber esperar, aceitar, reconhecer o choro são estratégias de desenvolvimento Yin."

Trecho daqui




terça-feira, 8 de agosto de 2017

Terapia contra as compras compulsivas por Livros


"Depois de passar há uns meses por uma terrível crise das prateleiras, e logo depois atravessar uma crise bem pior ao encaixotar toda minha biblioteca por causa da mudança, pousei em Barcelona no comecinho de setembro com o firme propósito de voltar a utilizar a rede de bibliotecas públicas da cidade. Fazia, pelo menos, sete ou oito anos que eu não utilizava a carteirinha, mais que os três anos que morei no Brasil, pois depois de uma primeira fase de uso intensivo das bibliotecas, eu tinha virado um CCL (um Comprador Compulsivo de Livros), uma das espécies mais perigosas e letais de MCC (Monstros Consumistas Culturais).

Preparei minha volta às bibliotecas públicas fazendo uma lavagem cerebral, segundo a qual o importante não era ser um CCL, mas um LCL (um Leitor Compulsivo de Livros). Felizmente, e contra todo prognóstico, minha carteirinha ainda funcionava, então comecei a passear entre as prateleiras da biblioteca mais próxima de minha casa na procura dos livros que levaria. Nessa primeira visita, da qual trouxe o maravilhoso Tirana memoria, do escritor salvadorenho Horacio Castellanos Moya, um dos escritores mais interessantes da atualidade, e nas seguintes, uma vez ativada a rotina de ir à biblioteca para devolver os livros e levar novos, acabei criando uma terapia que talvez seja útil para quem, devido a motivos econômicos, amorosos, psicológicos ou de espaço nas prateleiras, precisa abandonar sua condição de CCL e entrar no mais saudável mundo dos LCL.

É o que eu chamo da “terapia jotapê contra o vício do Consumo Compulsivo de Livros”. Se você foi diagnosticado com essa doença (e se já superou a fase de negação), pode usar as seguintes sugestões. Eu garanto resultados em menos de três visitas à biblioteca pública.

1. “Todos esses livros são meus”. Esse pensamento é a base de toda a terapia. Se você não consegue acreditar verdadeiramente nele será impossível abandonar a compulsão do consumo. Tente o seguinte: passear entre os corredores da biblioteca imaginando que você está em casa e que pode pegar qualquer livro que quiser e ler. Enquanto passeia, repita mentalmente, uma vez e outra, como se fosse um mantra: “todos esses livros são meus, todos esses livros são meus, todos esses livros são meus”. Você acha que sou maluco? Nada mais longe disso: você realmente pode pegar qualquer livro e ler, a biblioteca é pública, é de todos, o que quer dizer, a efeitos práticos, que todos esses livros são meus e de todo mundo.

1.1. Muito importante: não diga que todos os livros são seus em voz alta, ninguém quer acabar no hospital psiquiátrico (onde, aliás, entre outros muitos inconvenientes, não há boas bibliotecas).

2. Leve sempre mais de um livro para casa. Se a biblioteca permite levar três livros, leve três. Se cinco, cinco. Siga a seguinte regra: levar um livro que você quer muito ler, mas muito, muito mesmo (e que, de fato, você vai ler); leve outro(s) livro(s) que você acha que gostaria de ler (aqueles livros que alguém recomendou ou que receberam boas críticas); e leve sempre, no mínimo, um livro de um grandíssimo escritor, de um clássico universal ou de um autor de culto. Assim, você conseguirá reproduzir em casa o mesmo clima criado pelo Consumo Compulsivo de Livros sem consumir: você vai ler o livro que queria muito ler, você vai dar uma olhadinha no(s) livro(s) que você achava que ia gostar de ler (e provavelmente vai ler um deles, mas só provavelmente), e (importantíssimo) você vai sentir a culpa de não ler esse Proust ou Sófocles que estará atormentando você desde algum canto da casa.

3. Quando o demônio do Consumo atacar: PEGUE OS LIVROS E VOLTE PARA A BIBLIOTECA CORRENDO. E não esqueça, assim que estiver entre as prateleiras, repita mentalmente: “todos esses livros são meus, todos esses livros são meus”.

4. Faça alguma coisinha nos livros que você lê, sem estragar o livro, por favor. Sublinhe uma frase com lápis, dobre o canto de uma folha, “esqueça” um recibo ou um bilhete entre as páginas.

5. Se você se encontrar na biblioteca com algum amigo ou conhecido por casualidade, atue como se fosse o anfitrião, mostre o espaço, faça sugestões de leitura, dê dicas. Tenha cuidado de não utilizar a primeira pessoa nas explicações (ver ponto 1.1).

6. Passe intencionalmente pela prateleira da biblioteca onde fica algum dos livros que você leu. Faça de conta que foi uma casualidade, leia as lombadas dos livros vizinhos e quando chegar ao livro lido, sinta esse arrepio de felicidade: “esse eu já li”.

7. Se você está passando por uma crise de abstinência de consumo, pegue o livro lido (ver ponto 6) e dê uma folheada: o que você tiver feito nesse livro (ver ponto 4) incrementará a sensação de que esse livro, e todos os livros da biblioteca, é seu.

8. Aproveite para socializar. Se você descobrir uma pessoa com os dedos na lombada de um Gombrowicz, de um Sérgio Sant’Anna ou de um César Aira, o que você está esperando para puxar conversa!? Não é todo dia que você encontra um desconhecido interessante passeando entre as prateleiras da sua casa.

9. Como resultado de tudo o que foi exposto anteriormente, vire um UCB, um Usuário Compulsivo da Biblioteca.

Imagino que alguns leitores desta coluna estarão pensando: claro, você disse isso porque você está morando em Barcelona, onde as bibliotecas públicas são ótimas, e na América Latina não é bem assim etc. Mas isso é uma meia-verdade: eu, pelo menos, antes de estar viciado em CCL, usei muito as bibliotecas públicas do México e também a bibliotequinha de Sousas, em Campinas, onde meus filhos tinham carteirinha e a gente ia ler.

É verdade que as bibliotecas públicas do México e do Brasil poderiam ser bem melhores, mas o jeito mais eficaz de ajudar nessa melhora é justamente esse: utilizá-las. E se não tem uma boa biblioteca perto de casa ou do trabalho, não é hora de começar a se organizar para pedir uma à prefeitura da cidade?

Já dizia minha avó, que estava além das ideologias, mas era muito sábia: a felicidade é pública, a tristeza é privada."






domingo, 25 de junho de 2017

Devemos nos esforçar para ser como a lua


"Devemos nos esforçar para ser como a lua. 
Um ancião em Kabati sempre repetia essa frase para as pessoas que passavam
por sua casa para buscar água, caçar ou colher seiva nas palmeiras, e também
aos que caminhavam de volta a suas fazendas. Eu me lembro de ter perguntado
a minha avó o que o ancião queria dizer com aquilo.

Ela explicou que o ditado servia para lembrar as pessoas de se comportarem
sempre da melhor maneira possível e serem boas umas com as outras.
Ela disse que as pessoas reclamam quando o sol as castiga demais
e está intoleravelmente quente, e também quando chove demais ou está frio.

Mas ela falou, ninguém se queixa quando a lua brilha. Todos ficam felizes
e apreciam a lua, cada um a seu modo. 
As crianças brilham com suas sombras sob a luz da lua,
as pessoas se juntam para contar histórias e dançar noite adentro. 
Muitas coisas boas acontecem quando a lua brilha. 

Essas são algumas das razões pelas quais devemos desejar ser como a lua".

Do livro Muito Longe de casa - Memórias de um Menino-Soldado
de Ishmael Beah





terça-feira, 23 de maio de 2017

É possível ser mais leve?


Dias desses, buscando uma interessante e nova leitura, no site da Amazon, me deparei
com uma promoção no livro, Que ninguém nos ouça: Terapia Virtual entre duas mulheres,
de Cris Guerra e Leila Ferreira. Duas mulheres que trocam emails, falando sobre a vida,
suas dores, pensamentos e sentimentos. Adorei! Buscando mais informações sobre ambas,
encontrei uma entrevista com a Leila Ferreira no site Vivo Mais Saudável e achei interessante
alguns trechos, que compartilho aqui com vocês.

"VMS: Como conseguir ter mais leveza e carregar o "peso" da vida?

Leila Ferreira: Antes de mais nada, é preciso deixar claro que aprender a ser leve não é fácil. Mas é possível. Não a leveza dos livros de ficção ou dos filmes adocicados: essa, felizmente, está fora do nosso alcance, porque, do contrário, viver seria um tédio, uma "sessão da tarde" sem fim.

A leveza a que me refiro é aquela que convive com as angústias, as perdas, as frustrações cotidianas e as dificuldades muitas vezes gigantescas que fazem parte do viver. Ser leve não é se alienar. É ter em conta que a condição humana é precária, a vida é muito complexa, mas, mesmo assim, ou exatamente por isso, precisamos desenvolver mecanismos para reduzir o peso que carregamos dentro de nós.

Andamos obcecados com o peso do corpo - a ele estamos sempre atentos. Mas nossas almas andam obesas. Estamos cada vez mais estressados, ríspidos, intolerantes, ou seja, corremos o risco de ficar com corpos esbeltos e obesidade mórbida de espirito.

VMS: E como reduzir essa carga interior?

Leila Ferreira: Cada um vai achar seu caminho. Mas acho que, qualquer que seja esse caminho, ele começa por uma reflexão, uma tomada de consciência. Temos vivido no piloto automático, sem pausas para refletir, e nessa correria desenfreada é muito fácil adotar comportamentos que nos fazem mal, nos adoecem emocionalmente. 

VMS: O que é felicidade para você?

Leila Ferreira: Acho que a melhor definição de felicidade que eu já vi foi uma frase escrita em um outdoor, em Paris: "A felicidade é a soma das pequenas felicidades". A partir dessa frase, meu conceito mudou. Eu vivia esperando aquela felicidade em letras maiúsculas, com vários pontos de exclamação. 

Hoje acredito numa felicidade discreta, modesta, uma felicidade homeopática, administrada em bolinhas quase imperceptíveis. Um pôr de sol aqui, um café recém-coado ali, uma paixão que nos pega de surpresa, uma amiga que nos faz rir... tudo isso, somado, pode levar à felicidade. Pode, que fique claro. Porque para a felicidade não existem garantias.

VMS: O que deixa a Leila Ferreira em paz?

Leila Ferreira: Antes de mais nada, um bom livro. Quando leio uma história que me apaixona (principalmente os livros policiais), o mundo real deixa de existir e, como o mundo real não anda fácil, "fugir" dele por algumas horas nos acalma. "

Pra quem quiser ler a entrevista inteira é só clicar aqui e a Cris Guerra também
tem um site, aqui
O livro? Ainda estou lendo, mas adorei o estilo e as conversas por email



terça-feira, 2 de maio de 2017

Pedras das tristezas e Pedras das alegrias


"Faça uma lista numerada das tristezas em sua vida.
Empilhe pedras que correspondam a esses números. 
Acrescente uma pedra cada vez que houver tristeza. 
Queime a lista e aprecie 
o monte de pedras por sua beleza.
Faça uma lista numerada das felicidades em sua vida.
Empilhe pedras que correspondam a esses números. 
Acrescente uma pedra cada vez que houver felicidade. 
Compare o monte de pedras
ao monte de tristeza."
(peça de limpar, yoko ono, 1996-2017)

"Esta é a obra de abertura da exposição da Yoko Ono que está em cartaz no Tomie Ohtake, aqui em São Paulo, que eu fui visitar com uns amigos no domingo (e que tem o nome que batizou a cartinha de hoje). 

Quando a vi, minha primeira reação foi a de comparar os dois montes de pedras ali dispostos aos visitantes; e minha dedução imediata, nesses milésimos de segundo entre ler as instruções e analisar as tais pedras, foi pensar que a pilha da felicidade seria maior, porque as pessoas poderiam materializar o quanto de alegrias e razões para sorrir temos nas nossas vidas (saúde, condições, afetos, recursos). 

Porém, para minha surpresa, os montes tinham praticamente o mesmo tamanho. Porque não era sobre um ser maior que o outro: era sobre reconhecermos que um não existe sem o outro. Não há tristeza sem felicidade, como não há dia sem noite, não há frio sem calor; e tantas outras forças aparentemente antagônicas que só existem porque a outra está lá, para fazer contraponto."

Nathalia Pires, Trecho tirado daqui daqui



quinta-feira, 6 de abril de 2017

A vida não exige muito


"A nenhum de nós nesta Terra é pedido mais do que pode realizar e se nos esforçarmos para obter o que há de melhor dentro de nós, sempre guiados por nosso Eu Superior, a saúde e a felicidade serão possíveis. Mas nas horas mais escuras, quando a vitória parece impossível, lembremo-nos de que os filhos de Deus não devem nunca ter medo, que as tarefas que nossas almas nos dão são apenas as que somos capazes de realizar e que, com coragem e fé em nossa divindade interior, a vitória virá para todos os que continuam a lutar. 

Cada pessoa tem uma vida para viver, um trabalho a realizar, uma personalidade gloriosa, uma individualidade maravilhosa. Se ela compreender estas verdades e conseguir mantê-las contra todas as leis da massificação, ela superará tudo e ajudará os outros com o exemplo do seu caráter. 

A vida não exige de nós grandes sacrifícios; pede-nos apenas para fazermos a viagem com alegria no coração e sermos uma bênção àqueles que estão ao nosso redor.

Dr. Edward Bach 



segunda-feira, 13 de março de 2017

Culpa e Desafio


"Admite a tua parcela de culpa.
Não apontes os outros como responsáveis pela tua infelicidade.
Mesmo tendo razão, não acuses,nem alardeies as faltas alheias.
A rigor, ninguém erra porque queira.
Supera os teus possíveis traumas.
Absolvendo aqueles que não puderam oferecer-te mais.
Todos nos movimentamos dentro de certos limites.
Ninguém consegue, sem esforço de auto-superação, dar mais do que recebeu.
A compreensão pode suprir muitas deficiências psicológicas.
Não te cobres em excesso e aprende a ser indulgente.
A aceitação do que és e do que os outros são-eis o teu maior desafio."

Do site Planeta Lindo




terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Doar um pouco de si


"Existem coisas que, sozinhos, não conseguimos mudar. Eu sempre fico triste quando vejo alguém jogado na rua, à margem desse sistema. Mas se eu ficar triste, só triste, eu serei mais uma a aumentar as tristezas no mundo. E a tristeza só consegue nos deixar fracos e inertes. O que o mundo precisa é de um exército de gente feliz, capaz de doar um pouco de si e do que sabe, capaz de fazer a diferença na vida de algumas pessoas. Meus braços não são do tamanho do mundo, mas foram feitos no tamanho exato de abraçar alguém."

Rita Apoena

Cada um doando aquilo que tem de melhor. É nisso que acredito.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sobre Sonhos e Aceitação

Bom dia,
Compartilhando alguns links legais, pra inspiração e reflexão.

Aqui, uma senhora russa (fofa) de 89 anos que decidiu
viajar o mundo, porque segundo ela, é sua maneira de se sentir viva.
É só clicar no link e se inspirar e (finalmente!) entender que para 
realizar sonhos não tem idade, Baba Lena


sobre aceitação, padrão, falhas e humanidade. Afinal, quem nunca?











domingo, 18 de dezembro de 2016

Sobre viver na ilusão


"O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior."

Albert Einstein



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O que é maturidade espiritual?


O que é maturidade espiritual?
Maturidade espiritual é quando você para de tentar mudar os outros
 e se concentra em mudar a si mesmo.
É quando você aceita as pessoas como elas são.
É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
É quando você aprende a "deixar ir".
É quando você é capaz de não ter "expectativas" em um relacionamento, 
e se doa pelo bem de se doar.
É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
É quando você não busca aprovação dos outros.
É quando você para de se comparar com os outros.
É quando você está em paz consigo mesmo.
É quando você é capaz de distinguir entre " precisar " e "querer" e é capaz de deixar ir o seu querer.
E por último, mas mais significativo!
Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar "felicidade" em coisas materiais!

Desconheço o autor ou a fonte.




domingo, 27 de novembro de 2016

O perdão é o antídoto


"O perdão é o antídoto. Perdoe a si mesmo e aos outros. Seja próspero na generosidade. O ressentimento corrói você por dentro. O perdão, como remédio eficaz que cura as cicatrizes do peito, é a aceitação da realidade; a aceitação de si mesmo e dos outros. Os outros são como são. Nunca serão como você queria que fossem, nunca agirão de forma que você queria que agissem. Entenda isso e nunca mais você ficará magoado ou ressentido com os outros ou com você mesmo.
Destrua a ilusão de que os outros, a vida, o mundo, enfim, tudo deveria ser do jeito que você queria que fosse. Essa ilusão é a causadora de suas mágoas, raivas e ressentimentos. Pense nisso. Comece a fazer uma limpeza mental, perdoe o agressor. Livre-se da energia negativa do ressentimento e abra espaço para o novo.
- Verdadeiramente, eu estou disposto a deixar ir embora de mim todas as mágoas em relação a essas pessoas.
- Eu estou disposto a perdoar essas pessoas e a mim também por ter achado que essas pessoas deveriam agir comigo do jeito que eu esperava."

Luiz Antônio Gasparetto



segunda-feira, 31 de outubro de 2016


"Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir...
De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração...
De que o nosso coração é essencialmente amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas...
De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo."

Ana Jácomo



domingo, 23 de outubro de 2016

A maior prisão


"A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. 
Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos.
O que me seduz em Jesus é quando eu descubro que n'Ele havia uma capacidade imensa de olhar dentro dos olhos e fazer que aquele que era olhado reconhecer-se plenamente e olhar-se com sinceridade.
Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa [a não ser que sejam pessoas que me amam], porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito."

Padre Fábio de Melo



sábado, 8 de outubro de 2016

É preciso ser amado, amar e amar-se


"Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena,
 é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez.
 Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a apena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft



domingo, 2 de outubro de 2016

Sobre ser inflexível


"A capacidade de mudar velhos hábitos e atitudes reflete o seu grau de flexibilidade que indica o seu nível de saúde mental. Quanto mais inflexível, maior será o tempo de reação a situações novas, criando profundos transtornos para você. Agora, se você é flexível e não deixa o passado ter poder sobre você, mais livre se encontra para perceber, digerir e responder adequadamente à vida."

Luiz Gasparetto



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Não sabemos ser felizes



"Acreditamos que vamos encontrar a felicidade no amor, mas não é tão simples. O que às vezes buscamos de fato é ter alguém ao lado – o que pode complicar nossos planos no que concerne à felicidade. Recriamos nos relacionamentos adultos alguns sentimentos que conhecemos na infância. 

É nessa fase que aprendemos e entendemos pela primeira vez o que o amor significa. Mas, infelizmente, essas lições podem não ser úteis quando crescemos. O amor que conhecemos quando crianças pode vir junto com outros sentimentos, como controle, humilhação, abandono, falta de comunicação, sofrimento. Quando adultos, podemos rejeitar bons candidatos não porque eles são errados, mas porque são muito equilibrados (maduros, compreensivos, confiáveis), e isso nos parece estranho e nada familiar, quase opressivo. 

Procuramos, então, candidatos pelos quais nosso subconsciente é atraído, não porque vão nos agradar, mas porque vão nos frustrar de forma já familiar. Casamos com a pessoa errada porque a certa parece errada – não merecemos; não temos a experiência do saudável, porque, em última análise, não associamos ser amados com sentimentos de satisfação. "

Trecho da reflexão A pessoa certa existe? Da Revista Vida Simples, tirado daqui