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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O que mais você quer?


"Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações
e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo,
a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos
e fraquezas, arejar minha biografia deixar que vazem algumas ideias
minhas que não são muito abençoáveis.
Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor.
Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções
dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também
sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.
E, na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação,
conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei,
deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras 
possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer meu
lado  mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares,
marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã.
E também quero mais tempo livre. E mais abrações.".

Trecho da crônica O que mais você quer? de Martha Medeiros.
Do livro, Liberdade Crônica

Eu também Martha quero tudo isso, eu também! 





terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Não quero perceber que amei pequeno


"Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno."

Ana Jácomo



sábado, 13 de dezembro de 2014

A liberdade é politicamente incorreta


"A liberdade é politicamente incorreta [...]
não se veste bem, não tem bons modos, não liga para o que 
os outros vão dizer. Ser absolutamente livre
tem um ônus que poucos se atrevem a pagar [...]
Dizem que todo artista é louco.
Se loucura e liberdade forem parentes, então concordo.
Pintar, compor, escrever, dançar, tudo isso requer um 
mergulho num terreno muito perigoso, 
o da nossa inconsciência."

Martha Medeiros





quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não receiem os obstáculos


"Não receiem os obstáculos. Não temam as deserções.
Não se angustiem frente ao desânimo e críticas exteriores.
Ao contrário, persistam, perseverem, com entusiasmo, com paixão,
com fervor e devotamente até o limite da resistência,
recordando-se que o rio caudaloso assinalado nas cartas geográficas tornou-se
conhecido, por causa da nascente anônima que, gota a gota, o alimentou
incessantemente".

Do livro Autoterapia do Evangelho





segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sou toda errada, porém, feliz.


Dias atrás conversando com um grupo de amigos de longa data, voltei do nosso encontro pensativa.
Recapitulando conversas e convivências durante esse ano todo, sejam elas, relações de amigos, colegas de trabalho, família etc, tenho sentindo que a perfeição se faz cada dia mais presente em nossas vidas. Mais do que SER perfeitos precisamos ESTAR perfeitos. E aqui eu deste outro lado tentando quebrar todos os meus castelinhos de perfeição construídos ao longos dos anos, me sinto bem fora do contexto. Afinal, se tem uma coisa que eu estou longe 
(e quando digo longe é longeee mesmo) é de ser perfeita.
Honestamente? Graças a Deus, porque tenho me livrado de muito pesos ao admitir a minha não perfeição. E mais, que chata que a vida se torna quando todo mundo precisa ser igual.

Eu gostaria muito de ter um corpo perfeito (sem celulite, com tudo durinho e no seu devido tamanho) mas não tenho disciplina para realizar uma corretíssima dieta, honestamente até tento me alimentar melhor, mas eu SINTO muito vontade de comer uma pizza, um doce e não, todos os alimentos integrais ainda não fazem parte das delicias da minha vida. Nem todo mês consigo guardar dinheiro, porque ás vezes meu ladinho consumista A-D-O-R-A uma coisa que vê de novidade. Já senti muita raiva, já senti ciúmes, já senti inveja (essa última confesso ainda existe porque sempre penso porque Madona saiu tão talentosa e eu não? Ou porque Gisele Bundchen é tão humana, linda e $$). Ainda julgo as pessoas severamente e de primeira e depois me arrependo amargamente. Sou bem egoísta, principalmente, depois de um dia de trabalho super cansativo onde gostaria de chegar em casa e ficar quietinha e descansar, mas ainda tenho a minha família a dar atenção  e meus serviços domésticos a serem feitos. Acho que deveria ficar mais em silêncio e não dar tanto a minha opinião. Gostaria de meditar mais, praticar mais Yoga, ser vegetariana, ser mais paciente, não ter tanta TPM (sim EU tenho TPM), e ainda confesso que cozinhar não está na minha lista de talentos e ODEIO transito e troco fácil qualquer deliciosa caminhada pelo meu carro.
Meus relacionamentos não são de comercial de Doriana e ás vezes tenho DRs infinitas com eles. Não tenho certeza sobre a minha opinião política, ainda perco a paciência com gente chata e ás vezes até com as pessoas que eu mais amo. Preciso melhorar a minha comunicação e sim preciso de muita terapia para entender meus medos, traumas e problemas. Sou ser humano como podem ver CHEIA de defeitos e coisas a melhorar, mas pelo que ando vendo ou é apenas euzinha aqui com problemas e defeitos ouuuu tem alguma coisa errada com as pessoas de modo geral. Ou diria com o MUNDO?

Mas quer saber? Mesmo com todos esses defeitos – e a lista não está nem na metade – EU SOU FELIZ e porquê? Porque SIM, oras! Porque tenho aprendido que agradar a todo mundo não é certeza de felicidade, e que sempre, sempre vão achar que você deveria ser, estar, ou realizar outra coisa.
Sou toda errada como podem ver, mas estou na luta de melhorar todo dia, mas antes de qualquer coisa melhorar pra mim mesma. Martha Medeiros sempre diz:” Dizer NÃO á alguém é dizer SIM a outra pessoa: VOCÊ!

Por um mundo onde as pessoas são mais reais e menos perfeitas. 

Como podem ver a Segunda-Feira começou intensa por aqui hahahahaha! 





domingo, 7 de dezembro de 2014

Falar


"A maioria das relações - entre amantes, entre pais, e filhos,
e mesmo entre amigos - se ampara em mentiras parciais e verdades pela metade.
Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentes,
citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem ter a delicadeza de fazer a
aguardada declaração que daria ao outro uma certeza e, com a certeza,
a liberdade. Parece que só conseguimos manter as pessoas ao
nosso lado se elas não souberem de tudo. 
Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da
manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois,
passa-se a ter uma sobrevida a dois.
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto.
Oprimi-la é trabalho para uma vida.
Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira
arma letal das relações".

Martha Medeiros





sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Amadurecer


"Amadurecer foi retirar os rostos e as peles e começar a ver no espelho o verdadeiro eu onde se lê uma severa contabilidade dos gastos e dos lucros, saldos nem sempre tranquilizadores. Quanto de amargura, quanto de amor sobrou, quanta capacidade de se renovar? Entender que não precisamos ser onipotentes é uma das maiores libertações. Ninguém pode ser totalmente responsabilizado pela sorte de ninguém, por seus erros e acertos, por sua solidão ou felicidade - a não ser na medida justa, em que se é responsável por quem se ama, dentro dos limites de cada um. Na maturidade percebe-se que não importa tanto o que fizeram conosco, mas o que fizemos com o que eventualmente nos aconteceu. É uma indagação dramática, que na juventude parece algo a resolver num futuro muito remoto. Mas de repente, tinham se passado vinte anos. E nós, e nós? Precisamos descobrir que amadurecer não significa desistir nem estagnar."

Lya Luft



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