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domingo, 1 de maio de 2016

Faça alguma coisa. Qualquer coisa.


"Vá passear com o cachorro, catar todo o lixo que encontrar na rua em frente
a sua casa, vá passear de novo com o cachorro,
fazer uma torta de pêssego, pintar umas pedrinhas com esmalte colorido
e colocá-las em uma pilha.
Você pode achar que isso é procrastinação, mas, com a intenção
certa, não é, é movimento. E qualquer movimento é melhor do que a inércia,
pois a inspiração sempre está atraída para o movimento.
Então acene os braços. Faça alguma coisa. Produza alguma coisa.
Qualquer coisa".

Do livro Grande Magia de Elizabeth Gilber 



domingo, 24 de abril de 2016

Não temos tempo para a perfeição


"...A primeira coisa a fazer é esquecer a perfeição. Não temos tempo para a perfeição.
De qualquer forma, ela é inatingível: é um mito, uma armadilha,
uma roda de hamster que vai fazê-lo correr até morrer.
Como resumiu bem a escritora Rebecca Solnit: "Muitos de nós acreditam na perfeição,
o que estraga todo o resto, pois o perfeito não é inimigo somente do que é bom, 
mas também do que é realista, possível e divertido.
O perfeccionismo impede as pessoas de terminarem seus trabalhos e, 
o que é ainda pior, muitas vezes as impede de começarem seus trabalhos.
Perfeccionistas com frequência decidem de antemão que o produto
final nunca será satisfatório, então nem se dão ao trabalho de começar a criar.
Porém, a artimanha mais diabólica do perfeccionismo é se disfarçar de virtude.
Minha opinião, contudo é outra. Para mim, o perfeccionismo é apenas uma versão
de luxo, do medo. Acho que o perfeccionismo não passa do medo usando
sapatos chiques e um casaco de vison, fingindo ser elegante quando,
na verdade, está simplesmente apavorado. Pois debaixo daquela fachada brilhante,
o perfeccionismo nada mais é do que um profundo mal-estar existencial que afirma repetidamente:
"Não sou bom o suficiente nem nunca serei"".

Do livro Grande Magia de Elizabeth Gilbert






sexta-feira, 15 de abril de 2016

Livro: Sal


Essa semana terminei mais uma leitura, dessa vez da autora de A casa das Sete Mulheres,
Leticia Wierzchowski, primeiro livro que leio dela.
Sal, conta a sobre a vida da família Godoy, desde o início de namoro de Cecília
com Ivan, passando pelo nascimento de seus 6 filhos. 
Uma família que poderia ser a minha, a sua, com problema reais, mágoas, paixões,
raivas, amores, nascimentos, perdas. filhos crescendo e indo embora.
A família Godoy vive na ilha La Duiva, com um farol muito especial para essa
família, uma espécie de âncora.

"Mas, de fato, um coração, qualquer coração, deixa de bater um dia. Eu preciso
realmente aceitar essa ideia. Antes de uma xícara de café, depois de uma sessão de cinema,
na estação de trem, sempre haverá uma hora, um instante último para um coração."



O livro, é contado cada capitulo pelo ponto de vista de alguém da família,
o que faz a leitura ficar mais interessante, uma vez que você a conhece sob todos os pontos
de vista. Os capítulos são curtos e a leitura é toda poética.

"Alguns indivíduos se destacam mais do que os outros. Falam mais alto, fazem mais coisas,
são mais rememoradas pelo que vêm depois, ganham medalhas, estátuas, epitáfios.
Eles vão e vêm, atravessam oceanos, fundam colônias, constroem impérios, derrubam pontes,
ganham guerras e erguem países. Enquanto outros se contentam em passar a vida nebulosa
em frente a escrivaninha fazendo versos ou gastam as pestanas sobre um microscópio
desvendando fungos. Há aqueles que fecham os olhos e meditam por anos sem fim,
e outros que deixam a própria casa para cuidar de crianças órfãs na África.
É a primeira categoria de pessoas que move o mundo, que o empurra pra frente no rumo
desse precipício que chamam de progresso. 
Mas eu sempre me identifiquei com o segundo tipo de gente - os tímidos, os poetas,
os estudiosos, os sonhadores, os abnegados. Aqueles que confortam o mundo,
que o embalam no escuro da noite e curam as suas feridas. As estrelas que brilham em segredo".

Aqui a vida é escolha e cada escolha tem a sua consequência. Assim como a nossa.
Gostei. Recomendo. Brasil mostrando que também temos bons autores.







terça-feira, 12 de abril de 2016

Silêncios e Palavras



"Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio. 

Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém. 

Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria. 

Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir. 

Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos."

Padre Fábio de Melo



quinta-feira, 7 de abril de 2016

Os heróis e os vilões


"Não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa ... E que interessa o castigo ou o prêmio? ... Tudo muda tanto que a pessoa que pecou na véspera já não é a mesma a ser punida no dia seguinte."

Nosso mundo é dual e a mudança é diária ainda que muitas vezes imperceptível.

Lygia Fagundes Telles



terça-feira, 5 de abril de 2016

A arte de Fracassar


"Quando a [Universidade] Naropa me pediu o tema do meu discurso, decidi não enviar porque pensei que, se eu o fizesse, eles não iriam me permitir falar.

Meu discurso é inspirado numa citação de Samuel Beckett, que diz mais ou menos o seguinte: “Fracasse! Fracasse de novo! Fracasse melhor!” Eu pensei que, se há uma habilidade que não é enfatizada, mas é realmente necessária é a de lidar bem com o fracasso. A fina arte de fracassar.

Há muita ênfase no sucesso. E, comprando ou não toda essa propaganda, nós todos queremos ser bem sucedidos, especialmente se considerarmos como sucesso “aquilo que tem o resultado que a gente quer”. Você se sente bem, coração leve, quando tudo dá certo. Por essa definição, podemos dizer que fracasso é tudo aquilo que não acontece exatamente como a gente quer.

E fracasso é uma coisa para a qual, geralmente, ninguém está preparado. Eu acho que se tem uma coisa que pode nos dar uma ideia de como agir quando as coisas não acontecem como a gente quer, é a educação contemplativa.

Você deve buscar bastante instrução e coragem e apoio para sentir como as coisas impactam você – não é se deixar arrastar pelo ocorrido, mas assumir a responsabilidade por tudo o que acontece com você e desenvolver ferramentas para lidar com sentimentos dolorosos.

E então, fracasse, fracasse de novo, fracasse melhor. É a forma de ficar bem e segurar a barra da vulnerabilidade em seu coração.

Pema fundou o mosteiro de Gampo Abbey, onde vive em Nova Escócia, Canadá.

Fonte indicada: nowmaste







quinta-feira, 31 de março de 2016

As nuvens sempre passam


"As nuvens sempre passam. Podem ser nuvens claras ou escuras.
Mas sempre passam.
Talvez tenha que chover uma tempestade,
mas ela também passa. 
Compreenda que você não é a nuvem, 
você é o céu".

Sri Prem Baba